segunda-feira, 14 de dezembro de 2009

Telescópio espacial da Nasa vai cartografar o cosmos

Por Steve Gorman

LOS ANGELES (Reuters) - A Nasa lançou ao espaço na segunda-feira o seu novo telescópio espacial de infravermelho, numa missão de dez meses que pode revelar objetos nunca antes vistos, como asteroides próximos à Terra ou galáxias muito distantes.

Faltava pouco para o alvorecer na Base Aérea Vandenberg, na região central da Califórnia, quando um foguete Delta 2 decolou para levar o Explorador de Levantamento Infravermelho de Campo Amplo ("Wise", na sigla em inglês) até uma órbita polar 525 quilômetros acima da Terra.

"Todos os sistemas parecem bem, e estamos a caminho de ver o céu inteiro como nunca se viu antes", disse William Irace, gerente de projeto da missão no Laboratório de Propulsão a Jato da Nasa, em Pasadena.

O instrumento de 320 milhões de dólares deve varrer os céus buscando a radiação infravermelha - um brilho de calor - emitida por objetos que sejam frios, distantes ou cercados de poeira demais para serem vistos por telescópios convencionais.

Os sensores desse telescópio são cerca de 500 vezes mais sensíveis do que os do último dispositivo de infravermelho lançado em 1983. Com eles, será possível obter imagens com definição análoga a de fotografias.

Um dos fenômenos que o Wise vai investigar será o das numerosas estrelas mortas, chamadas anãs marrons - bolas de gás bem menores que o Sol, sem massa suficiente para desencadear as reações internas típicas de estrelas.

Opticamente invisíveis, supõe-se que as anãs marrons sejam mais numerosas que as estrelas no universo próximo. Algumas delas podem estar mais perto do Sol do que a estrela mais vizinha, Proxima Centauri, que fica a quatro anos-luz.

Ainda mais perto da Terra, o Wise deve encontrar centenas de asteroides e cometas desconhecidos, inclusive obtendo informações sobre sua composição.

No outro extremo do seu espectro de visão, o telescópio tentará observar aglomerados estrelares ultraluminosos há 10 bilhões de anos-luz. Acredita-se que essas galáxias sejam encubadoras de novas estrelas, e que seu brilho seja até 1 trilhão de vezes superior ao do Sol, embora a maior parte dessa luz seja emitida em infravermelho.

Fonte: O Globo

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