sexta-feira, 26 de abril de 2013

DIDÁTICA E PRÁTICAS DE ENSINO


Educação para todos.
O princípio da educação para todos só se evidencia nos sistemas educacionais que se especializam em todos os alunos, não apenas em alguns deles, os alunos com deficiência. A inclusão, como conseqüência de um ensino de qualidade para todos os alunos provoca e exigem da escola brasileira, novos posicionamentos e é um motivo a mais para que o ensino se modernize e para que os professores aperfeiçoem as suas práticas. È uma inovação que implica num esforço de atualização e reestruturação das condições atuais da maioria de nossas escolas de nível básico.
O motivo que sustenta a luta pela inclusão como uma nova perspectiva para as pessoas com deficiência é, sem dúvida, a qualidade de ensino nas escolas públicas e privadas, de modo que se tornem aptas para responder às necessidades de cada um de seus alunos, de acordo com suas especificidades, sem cair nas teias da educação especial e suas modalidades de exclusão.
O sucesso da inclusão de alunos com deficiência na escola regular decorre, portanto, das possibilidades de se conseguir progressos significativos desses alunos na escolaridade, por meio da adequação das práticas pedagógicas à diversidade dos aprendizes. E só se consegue atingir esse sucesso, quando a escola regular assume que as dificuldades de alguns alunos não são apenas deles, mas resultam em grande parte do modo como o ensino é ministrado, a aprendizagem é concebida e avaliada. Pois não apenas as deficientes são excluídas, mas também as que são pobres, as que não vão à escola porque trabalham, as que pertencem a grupos discriminados, as que de tanto repetir desistiram de estudar.
Perfil da Turma
Projeto: Inclusão
Publico alvo: Crianças do primeiro ano
Justificativa: Todo aluno incluso tem o direito de estar em sala de aula juntamente com os outros de sua idade, porém fazendo uma atividade diferente, mas com o mesmo tema.
Objetivos gerais específicos: Promover a inclusão dos alunos para que eles desenvolvam com os outros de sua idade, aprendendo a viver e trabalhar em grupo.
Cronograma: 10 meses duração, 50 minutos cada atividade.
Desenvolvimento/ações: Durante a aula o professor deve elaborar uma atividade diferenciada para o aluno incluso, não fugindo do tema dado para que ele não se sinta excluído do resto do grupo, uma atividade que ele se interesse e consiga acompanhar.
1- Observar cada aluno incluso, e o conhecimento que ele já tem.
2- Elaborar atividades visando atender a necessidade do aluno incluso a partir do que ele já sabe e tem mais facilidade juntamente com a professora da sala de recursos.
Inicialmente providenciar um estagiário (a) para acompanhar o aluno e posteriormente junto com o estagiário (a) que tem mais contato com ele planejar uma ou mais atividades para cada dia.
Fazer leitura de letras de músicas, versos, poesias, gibis, revistas e até livros de contos infantis.
Utilizar material de fácil manuseio, colorido, como jogos lúdicos, quebra-cabeça com peças grande e de madeira, jogo de bingo e o uso de jogos da internet que é o que mais eles demonstram interesse no momento.

A Educação Contemporânea.
No cotidiano, a chegada da turma é um momento muito especial. É preciso acolher um a um e manter entretidos os que já estão na escola. Organize a sala (ou o pátio) em cantos de atividades diversificadas. Assim, o dia começa de forma agradável e tranqüila. Assim como essa "recepção", outros momentos merecem ser tratados como "intocáveis", caso do descanso e das refeições. Portanto, comece definindo esses horários e, depois, divida o dia em grandes blocos, que permitam variações de tarefas.

O planejamento diário é outro elemento indispensável e pode ser feito numa roda de conversa. Peça que os pequenos participem dando sugestões sobre o que fazer (propor atividades estimula a autonomia e o raciocínio). Use fotos e desenhos para ilustrar cada atividade e promover o hábito e a previsibilidade da seqüência.

A rotina, é importante destacar, não precisa ser sempre a mesma. Pense, por exemplo, na seqüência roda de conversa, parque, lanche. Num dia, você pode contar uma história no parque e, em outro, na sala de aula. "Em comemorações como a festa junina e o encerramento do ano letivo, que ocorrem sempre na mesma época do ano, aproveite para criar atividades mais marcantes. Os eventos podem variar, contanto que todos sejam previamente avisados e preparados.

Em todos os casos, os cuidados devem estar vinculados ao ato de educar. São ocasiões especiais de intimidade, sobretudo por causa da chance de oferecer um tratamento individual à meninada. Ao trocar a fralda e pedir que a criança segure a pomada contra assaduras, o educador estimula a autonomia e a participação. Incentivar a comer com a própria colher, por sua vez, favorece a capacidade motora. E conversar durante o banho desenvolve a linguagem oral e o relacionamento afetivo.

Pensar numa rotina eficiente para bebês e crianças pequenas exige, é claro, coordenar a intenção de cuidar com o ato de educar. Nessa fase, as necessidades biológicas, como sono, alimentação e higiene, são tão importantes quanto às afetivas, motoras, cognitivas e sócio moral. Infelizmente, essa ainda não é a prática mais comum em nosso país: a maior parte das creches é focada apenas na questão dos cuidados, provavelmente porque essas instituições antigamente eram ligadas às secretarias de Assistência Social, cujo principal objetivo era exatamente esse.

O ideal, dizem os especialistas, é ter intenções educativas e definir as atividades em função delas. Dessa forma, a rotina passa a ser um elemento organizador do cotidiano. Para as crianças de até 3 anos, ter atividades regradas garante mais conforto e segurança, pois eles se acostumam com a seqüência de acontecimentos e conseguem prever o que virá depois. Isso também permite que os pequenos conheçam seus limites e entendam que as coisas nem sempre podem ser realizadas na hora e do jeito que eles desejam.
Um bom começo é considerar a faixa etária da turma e conhecer bem as teorias sobre o desenvolvimento infantil. Não é possível estabelecer uma rotina fixa para os bebês, que dormem mais e precisam ter as fraldas trocadas muitas vezes. Mas à medida que eles vão crescendo isso se torna essencial. Sabe-se que, quanto menor a idade, maior a necessidade de repetir a rotina até todos assimilarem as regras. Aos 2 anos, por já saberem andar e entender quase tudo o que lhes é dito, as crianças têm muito mais facilidade para se adaptar. Entender o contexto social do grupo e a relação da turma com a família também ajuda a criar rotinas mais adequadas. Finalmente, o tempo de adaptação às atividades precisa ser levado em conta. É importante que tudo o que é planejado possa ser concluído com tranqüilidade. Os de 1 ano e meio, por exemplo, demoram mais para chegar ao parque do que os maiores e, por isso, é preciso sair da sala um pouco mais cedo. Nunca é demais lembrar que a capacidade de concentração aumenta gradativamente, conforme a idade. Ou seja, nada de prever tarefas muito longas para não desanimar a criançada.
O ambiente e os recursos disponíveis na escola são tão importantes quanto à organização do tempo. "Os pequenos adquirem experiência por meio da ação, do desafio, da exploração prática do espaço e dos objetos", afirma Maria Carmen. É tocando, mordendo, chutando, dançando, pegando e transpondo obstáculos que eles assimilam conhecimentos. Por isso, alterne as atividades realizadas no interior da sala com outras em espaços externos (dentro e fora da escola) e abuse de cores, texturas, tamanhos, formas e temperaturas. Não basta explicar o que é um objeto redondo. É preciso dar uma bola para a criança.
Para garantir que todo esse planejamento seja bem-sucedido no dia-a-dia, tenha sempre livros para as atividades que contam história aos alunos, tintas para as pinturas, giz de cera para os desenhos, fantasias para o faz-de-conta, bolas e colchonetes para as atividades de movimento e assim por diante. Em outras palavras, estimule as crianças a mexer o corpo, testar diferentes materiais, brincar, pensar soluções, transpor desafios, interagir com os colegas.
Uma vez que você já sabe o que pretende fazer a cada dia, nada melhor do que reunir todo o material necessário com antecedência. Isso evita deixar a turma sem ter o que fazer na hora de passar de uma atividade para outra. O ideal, aliás, é que essa transição seja gradual. Nada de interromper bruscamente uma brincadeira só porque chegou à hora de almoçar. Da mesma forma, se uma criança fez xixi e está adorando folhear um livro, sugira que ela o leve para o fraldário. 

Por mais que você consiga montar um bom planejamento, é bom contar com imprevistos e, o mais importante, respeitar o ritmo individual. Deixar alguém ocioso, esperando que os colegas concluam uma tarefa, também é mau negócio. Por isso, é bom ter algumas cartas na manga para poder oferecer opções para os mais apressados. Esse raciocínio vale para os que não querem dormir no momento previsto para o descanso. 

Para as crianças com deficiência, não há recomendações específicas. O melhor é que elas façam tudo junto com os colegas. Basta que o professor e a turma as ajudem a superar suas limitações. Se uma usa cadeira de rodas, os demais podem pensar em como incluí-la num esconde-esconde. Essa é uma oportunidade para ensinar a conviver com as diferenças.

Atividade de Matemática Pré Escola
Idade: 04-05 anos
Números grandes para os pequenos: Seqüência didática de Matemática que viabiliza um trabalho diário com números grandes, por meio do uso de tabela numérica, jogo de percurso e coleção.
Objetivos:
Registrar números.
Aprender a escrita numérica.
Conteúdo:
Sistema numérico.
Tempo estimado:
30 minutos, diariamente.
Materiais necessários:
Tabela numérica, jogo de percurso com dois dados, objetos para colecionar ou materiais escolares

Desenvolvimento
Atividade1
Entregue uma folha em branco para cada criança anotar os números que você ditar da forma como acha que são. Se uma criança olhar a do colega, apenas anote que copiou. Se achar que duas produções ficaram muito parecidas, chame os autores e pergunte com tranqüilidade se eles fizeram juntos. Escolha números com diferentes características para o ditado.

- "Opacos": aqueles que não explicitam, em sua forma oral, o princípio aditivo e multiplicativo do sistema de numeração: do 1 ao 15.
- Redondos: 10, 20, 50, 90, 100, 1000.
- Os que explicitam as relações aditivas e multiplicativas: 86 (80 mais 6), 134 (100 mais 30 mais 4) 100 000 (100 vezes 1000).
- Familiares: os de uso social freqüentemente, que aparecem nas notas de real (100, 50, 20, 10, 5, 2 e 1), moedas (25) e datas (2006, 2007).
- Os que podem ser compostos com base em outros já ditados: 150 (se você já ditou o 100 e o 50).
- Com algarismos iguais: 555, o que pode levar os pequenos a fazer algum tipo de variação na escrita dos algarismos em função de seu valor posicional (500505).
- Os que são formados pelos mesmos algarismos de outro já ditado, porém invertidos: 52 e 25.

Repita essa atividade várias vezes.

Atividade2
Fixe uma tabela numérica na parede. A seqüência pode ser organizada de 10 em 10 (do 1 ao 10 na primeira linha, do 11 ao 20 na segunda etc.) para facilitar a identificação das regularidades. Escreva os números com traços simples, sem desenhos. Ela deve ser consultada quando for preciso lembrar à escrita ou recordar a série. Para estimular o uso, sugira que os pequenos escolham um número e recitem todos os outros até chegar nele, quando param de contar e tentam escrevê-lo. Outra opção é pedir que as crianças façam uma consulta quando não souberem nomear um algarismo. Também nesse caso elas contam sobre a tabela até encontrar a escrita desejada e descobrir o nome.

Sugira um jogo de percurso, em que a garotada percorre uma trilha com base no número que tirou em um dado. Utilize dois dados para que a turma passe da contagem quando o pino anda a quantidade de casa correspondente ao que saiu em um dado para a sobre contagem: ao tirar 5 e 3, em vez de contar os pontos, um a um, o jogador aprende que é mais rápido partir do dado que traz o maior número e adicionar os pontos do outro, completando 6, 7 e 8.
Observe os avanços e mude os desafios à medida que as crianças forem chegando mais facilmente às respostas corretas.


De acordo com Pedro Demo
Podemos evidenciar a relação entre a articulação entre a prática e a teoria observando a curiosidade das crianças às novas tecnologias aplicadas como forma de agregar técnicas diferenciadas na educação.
Observando o método trabalhado por Pedro Demo vemos uma nova concepção à forma de instrução isto é: seria dispensável a figura do professor nas salas de aula, pois as tecnologias eletrônicas substituiriam o papel do professor fisicamente.
Pedro Demo defende a educação reconstrutiva o qual o sujeito é capaz de questionar e argumentar incentivando a pesquisa e a elaboração de cada aluno fazendo-se assim desnecessárias as aulas como o modelo atualmente aplicado, sendo apenas necessária a presença do professor como acompanhante e orientador.
O modelo tradicional (institucional) atualmente utilizado esta condicional a extinção uma vez que a assunção das novas tecnologias na educação.
O modelo reconstrutivista como é denominado por Pedro Demo trata da educação como uma forma de reconstruir algo que já é conhecido do que já esta disponível e o refazemos, reinventamos e reelaboramos tornando este processo mais realista.
Este conceito tem como partida a importância a pesquisa como primordial fator.
A Pesquisa como dizia Piaget toda criança é um tremendo pesquisador (curiosa, indagadora, experimentadora, interessada), mas, na escola é sobre tudo e disciplinada, o professor tem como grande desafio saber pesquisar e fazer o aluno pesquisar no método utilizado atualmente o professor só sabe dar aula.
Podemos descrever a pesquisa como uma propriedade específica do ambiente escolar formando sujeitos críticos e criativos diferente das aulas copiadas que por sua vez não constroem nada.
A motivação constante em um ambiente criativo onde o aluno tenha participação ativa favorece o lúdico. E necessário valorizar o trabalho em equipe, mas também buscar equilíbrio entre a individualidade e solidariedade e incentivar o aluno ter iniciativa e buscar seus materiais de pesquisas a fim de evitar obter receitas prontas.
No método defendido por Pedro Demo observamos alguns itens de suma importância como:
Saber pensar: estimulas o aluno ao raciocínio
Aprender a aprender: pela teoria e pela pratica
Saber avaliar-se: avaliar a realidade com consciência critica
Ética: não usar treinamento
Reconhecer: a capacidade do outro
Tomar atitude investigativa: no dia a dia
Avaliação: utilizar formas alternativas e constantes, debater, argumentações orais e escritas, participação.
Este método vem para investigar e incentivar a busca pela pesquisa com objetivo de levar para o ambiente escolar a pesquisa como intermediário da educação e aprendizado fazendo uma parceria entre professor aluno e a pesquisa todos em comum acordo desenvolvendo-se o aluno de forma integral e cada vez mais preparado para o futuro, fazendo-os compreender melhor seus deveres como cidadão, sendo que sempre onde houver de saber haverá um professor querendo ensinar e um aluno querendo aprender e assim vise-versa, sempre melhorando sua realidade.

Bibliografia

Acesso em: 10/04/2013.

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