sábado, 19 de setembro de 2009

Greve de carteiro atrasa 20 milhões de entregas

SÃO PAULO - Em quatro dias de greve, os carteiros deixaram de entregar 20 milhões de correspondências em todo o país, segundo a assessoria da Empresa de Correios e Telégrafos (ECT). Também foram retidas nos centros de distribuição 243 mil encomendas, entre malotes e Sedex.

Segundo a ECT, 26 dos 35 sindicatos de todo o Brasil ainda estão de braços cruzados. O sindicato de São Paulo decidiu continuar a paralisação. Já no Rio de Janeiro, eles aceitaram a proposta da empresa e voltam ao trabalho na segunda-feira.

A direção dos Correios protocolou na sexta-feira, no Tribunal Superior do Trabalho (TST), uma ação, com pedido de liminar, para que a paralisação seja considerada abusiva e ocorra a suspensão imediata da greve.

Os Correios também informaram que os funcionários que estão parados terão o ponto cortado. Em comunicado, a diretoria afirmou que 31% dos 116 mil empregados não comparecerem ao trabalho na sexta-feira.

Os funcionários exigem reajuste de 47%, mais R$ 300 de aumento real a todos os trabalhadores para diminuir a diferença entre salários. A direção da empresa oferece reajuste de 9% (4,5% da inflação do último ano mais 4,5% previsto até agosto de 2010) agora, mais R$ 100 para todos em janeiro. A proposta previa ainda reajuste no vale-refeição de R$ 20 para R$ 23 nos dois anos.

De acordo com a estatal, em todos os estados em greve, haverá um plano de contingência para garantir o funcionamento mínimo das atividades essenciais e reduzir o impacto da paralisação junto à população.

Na segunda-feira, os trabalhadores vão fazer manifestação em frente à Catedral de Brasília, de onde sairão em passeata até o Ministério das Comunicações.

- Queremos uma negociação com o mesmo teto já conseguido pelas outras categorias - afirma o presidente do sindicato do Distrito Federal, Moisés Leme da Silva Neto.

Fonte: O Globo

Visitantes de todos os lugares

Fernando